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Desvende os Segredos da Moda Sustentável: Escolhas Inteligentes Para Um Estilo Consciente

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Olá, pessoal! Quem aí também se sente a cada dia mais ligada(o) à forma como as nossas escolhas afetam o mundo? Eu, pelo menos, sinto um peso enorme quando penso no impacto da moda rápida no nosso planeta, com aquelas pilhas e pilhas de roupas descartadas a poluir os aterros, sem falar no gasto absurdo de água e energia que a indústria têxtil consome.

Mas sabem que mais? Tenho visto uma mudança linda e necessária a acontecer, especialmente aqui em Portugal! A moda está a despertar para a sua responsabilidade e nós, consumidores conscientes, estamos a impulsionar essa revolução.

Já não queremos apenas vestir algo bonito; queremos que seja bom para o ambiente, que tenha uma história ética e que dure. É fascinante ver como marcas portuguesas estão a abraçar o “slow fashion”, a valorizar o nosso património e a investir em materiais sustentáveis como o algodão orgânico, o linho, e até tecidos reciclados.

A minha própria experiência mostrou-me que apostar em peças de qualidade e atemporais não só é um investimento inteligente, mas também uma declaração de amor ao nosso futuro.

Esta tendência da “moda limpa” não é só um capricho de 2025; é um estilo de vida que veio para ficar, onde cada escolha conta e reflete o nosso compromisso com um futuro mais verde.

Chega de greenwashing! Queremos transparência e autenticidade. Abaixo, vamos descobrir exatamente como podemos transformar o nosso guarda-roupa numa ferramenta de mudança positiva!

A Descoberta de um Guarda-Roupa com Alma: O Que Realmente Significa Vestir de Forma Sustentável?

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A sério, pessoal, quem nunca se viu com o armário a abarrotar e, ainda assim, a sentir que não tinha “nada para vestir”? Eu mesma já passei por isso vezes sem conta!

É uma sensação frustrante que, para mim, se tornou um catalisador para uma mudança profunda. Percebi que a culpa não era do meu estilo, mas sim do ciclo vicioso da moda rápida, que nos empurra para compras impulsivas de peças que, muitas vezes, nem usamos direito.

Comecei a questionar: será que este excesso de consumo me traz felicidade? A resposta foi um sonoro “não”. Foi então que mergulhei de cabeça no universo do “slow fashion” e da moda sustentável, e juro-vos, a minha relação com as roupas mudou para sempre.

Deixei de ver a roupa como algo descartável e passei a encará-la como um investimento, tanto no meu estilo quanto no futuro do nosso planeta. É sobre qualidade em vez de quantidade, sobre propósito em vez de impulso.

Em Portugal, sinto que esta consciência está a crescer a passos largos. Já não é só uma questão de seguir uma tendência, é uma necessidade urgente de repensar as nossas escolhas e de entender o verdadeiro impacto daquilo que vestimos.

Acabar com o Ciclo da Moda Rápida

A “fast fashion” é, infelizmente, uma realidade que conhecemos bem. Aquelas T-shirts baratinhas que compramos e que, depois de uma ou duas lavagens, já estão a desfazer-se.

A verdade é que a indústria da moda rápida tem um custo ambiental e social altíssimo. Estima-se que seja responsável por uma enorme percentagem das emissões de CO2 a nível mundial, ultrapassando setores como a aviação e o transporte marítimo juntos!

Além disso, consome anualmente milhares de milhões de metros cúbicos de água e gera toneladas de resíduos têxteis que acabam em aterros. Em Portugal, por exemplo, foram recolhidas cerca de 234 mil toneladas de resíduos têxteis só em 2023.

É um ciclo vicioso de produção massiva e descarte rápido, que infelizmente explora tanto os recursos naturais quanto a mão-de-obra. A minha experiência mostrou-me que comprar menos, mas com mais intenção, é o primeiro passo para quebrar esta cadeia e começar a construir um guarda-roupa que reflete os nossos valores.

Guarda-Roupa Cápsula: O Segredo da Versatilidade Consciente

O conceito de guarda-roupa cápsula não é novidade, mas ganha um significado renovado quando falamos de sustentabilidade. Basicamente, consiste em ter um número limitado de peças versáteis e de alta qualidade que podem ser combinadas entre si para criar inúmeros looks.

Pessoalmente, adoro a ideia de ter menos coisas, mas que realmente amo e uso. Demorou um bocadinho a desapegar-me de peças que guardava por “se um dia precisar”, mas a liberdade de ter um armário organizado e funcional é impagável.

Os benefícios são muitos: poupamos tempo a escolher a roupa, dinheiro a longo prazo (porque investimos em peças que duram) e, o mais importante, reduzimos a nossa pegada ecológica.

Ao focarmo-nos em qualidade, durabilidade e peças adquiridas de forma ética, contribuímos para um consumo mais consciente e um futuro mais verde.

Tecidos que Contam Histórias: A Inovação por Detrás da Sustentabilidade

Quando comecei a minha jornada no mundo da moda consciente, confesso que me sentia um pouco perdida com tantos termos e materiais novos. Mas rapidamente percebi que a escolha dos tecidos é um dos pilares da sustentabilidade.

Já não basta ser “bonito”, tem de ser “bom” para o planeta e para as pessoas que o produzem. Fiquei fascinada ao descobrir as inovações que a indústria têxtil portuguesa, que é um verdadeiro hub global, está a trazer para este campo.

É incrível ver como empresas aqui em Portugal estão a apostar em materiais orgânicos, reciclados e até em fibras que vêm da natureza de formas surpreendentes.

Isto não é só sobre tecnologia, é sobre respeito pelos recursos e criatividade. É como se cada fibra tivesse uma história para contar, uma história de inovação e compromisso com o futuro.

Do Algodão Orgânico aos Materiais do Futuro

Esqueçam o algodão convencional, que gasta uma quantidade absurda de água e pesticidas. Hoje em dia, o algodão orgânico certificado é a nossa melhor aposta, mas há muito mais para além disso!

Temos o linho, que é super resistente e sustentável, e até o cânhamo, que tem um impacto ambiental menor que o algodão e a poliamida. Fiquei chocada ao descobrir que existem fibras inovadoras feitas a partir de coisas tão inusitadas como as folhas de ananás ou até mesmo o bambu, que tem propriedades antibacterianas e absorve a humidade de forma espetacular.

É fascinante ver como a pesquisa e o desenvolvimento em Portugal estão a impulsionar estas novas soluções, com empresas a apostar em malhas inovadoras e sustentáveis, incluindo a utilização de cânhamo, laranja e ananás.

E o melhor é que muitas destas inovações estão a ser desenvolvidas e produzidas aqui no nosso país, o que me enche de orgulho!

Certificações: O Rótulo da Confiança

Com tantos materiais e marcas a prometer sustentabilidade, como é que sabemos em quem confiar? As certificações são os nossos melhores amigos neste processo!

São como um selo de garantia que nos diz que uma peça de roupa foi produzida de forma ética e ambientalmente responsável. Existem várias certificações importantes no mundo têxtil, e em Portugal, muitas empresas estão a adotá-las.

O GOTS (Global Organic Textile Standard), por exemplo, assegura que os têxteis orgânicos são produzidos de forma sustentável e ética, desde a colheita da matéria-prima até ao produto final, sem químicos prejudiciais.

O GRS (Global Recycled Standard) garante a rastreabilidade e autenticidade de materiais reciclados. E não nos esqueçamos do OEKO-TEX Standard 100, que certifica a ausência de substâncias nocivas.

Eu, quando compro, procuro sempre por estas etiquetas. É a minha forma de ter a certeza de que estou a fazer uma escolha informada e a apoiar empresas que realmente se importam.

A Academia CITEVE e outras instituições estão a desempenhar um papel crucial na promoção destas certificações em Portugal, o que é fantástico!

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Para Além da Compra: O Cuidado e a Vida Longa das Nossas Peças

Comprar uma peça de moda sustentável é apenas o primeiro passo, meus amigos! O verdadeiro impacto acontece quando cuidamos bem dela e prolongamos a sua vida útil ao máximo.

Já repararam como antigamente a roupa durava muito mais? Não era magia, era cuidado e valorização. As nossas avós sabiam disso melhor do que ninguém.

E eu, confesso, comecei a seguir os seus ensinamentos, e tem feito toda a diferença! Já não compro por impulso, e cada peça que entra no meu armário é vista como um membro da família que merece atenção e carinho.

É uma mudança de mentalidade que não só beneficia o ambiente, mas também me ajuda a valorizar o meu investimento e a ter um estilo mais autêntico. Afinal, uma peça bem cuidada é uma peça que conta histórias e que resiste ao teste do tempo.

Dicas para uma Lavagem Consciente

Sabiam que a forma como lavamos a roupa pode ter um impacto enorme na sua durabilidade e no ambiente? Parece um detalhe, mas faz toda a diferença! Por exemplo, lavar a roupa em temperaturas mais baixas e com programas mais curtos poupa energia e evita que as fibras se danifiquem.

Uso sempre detergentes ecológicos, sem químicos agressivos, e evito a máquina de secar sempre que posso. Pendurar a roupa ao ar livre é o melhor para ela e para o planeta, e cá em Portugal, com o sol que temos, é um crime não o fazer!

E aquelas bolinhas que aparecem nas camisolas? Em vez de as deitar fora, invistam num removedor de borbotos. É um pequeno gesto que pode dar uma nova vida a uma peça que achavam perdida.

Lembrem-se, menos lavagens e mais cuidado é a chave!

Reparar, Customizar e Renovar

E se uma peça se estraga? Não a deitem fora! Acreditem, dar uma segunda vida às nossas roupas é uma das formas mais gratificantes de praticar a moda sustentável.

Uma bainha descosida, um botão que caiu, um pequeno rasgão… tudo tem solução! Há alfaiates e costureiras incríveis em todo o lado, e até workshops de “upcycling” onde podemos aprender a arranjar e a transformar as nossas peças.

Já mandei arranjar calças que achava que não tinham salvação e até customizei uma camisa antiga com uns bordados que a deixaram com uma pinta super original!

Em Portugal, há cada vez mais iniciativas e marcas a abraçar o “upcycling”, transformando lixo têxtil em peças novas e únicas. É uma forma fantástica de ter um guarda-roupa exclusivo e de reduzir o desperdício ao mesmo tempo.

A Economia Circular: Um Olhar para o Futuro da Moda Portuguesa

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A visão da moda em Portugal está a transformar-se, e sinto-me parte ativa desta mudança. Não é apenas sobre comprar de forma diferente, mas sobre reinventar todo o ciclo de vida da roupa.

A economia circular na moda é um conceito que me entusiasma muito, porque propõe uma abordagem que vai muito além do consumo linear de “produzir, usar, deitar fora”.

É uma filosofia que se alinha perfeitamente com a nossa cultura de valorizar o que é nosso e de dar uma nova vida aos objetos. Ver tantas marcas e iniciativas a florescerem por cá, a abraçar esta ideia de fechar o ciclo e de criar um sistema onde as peças são duráveis, reparáveis e recicláveis, é inspirador.

Acreditem, a indústria têxtil portuguesa, com a sua tradição e inovação, está na linha da frente desta revolução.

Reutilização e Reciclagem Têxtil: Dar uma Segunda Vida

O conceito de “economia circular” é basicamente a ideia de que nada deve ser desperdiçado. Na moda, isso significa prolongar a vida das nossas roupas ao máximo.

Uma das formas mais simples de fazer isso é através da reutilização. Pensem nas lojas em segunda mão, nos mercados de trocas de roupa (já participei em vários e adoro!) e até em plataformas online onde podemos vender ou alugar peças que já não usamos.

Em Portugal, temos exemplos fantásticos de aluguer de roupa para eventos, como a iLon Fraques ou a Rent a Char, que nos permitem ter um look diferente sem ter de comprar uma peça nova para usar uma única vez.

E quando a roupa já não serve para usar, entra em jogo a reciclagem. O projeto “Faça a Moda Circular” da MO, por exemplo, recolhe peças de vestuário fora de uso para lhes dar uma segunda vida através da reparação ou reciclagem.

É um passo crucial para reduzir o volume de resíduos que acabam em aterros e transformar o que antes era lixo em novos recursos.

Marcas Portuguesas na Vanguarda da Circularidade

É com muito orgulho que vejo tantas marcas portuguesas a liderar este movimento da moda circular. São empresas que não só produzem localmente, o que já é um ponto positivo, mas que também se preocupam com toda a cadeia de valor.

Marcas como a ISTO, que se destaca pela transparência e o uso de algodão orgânico, e a Näz, que aposta em tecidos reciclados e produção local, são verdadeiros exemplos.

A Zouri Shoes, que cria calçado a partir de plástico recolhido nas praias portuguesas, é um exemplo brilhante de como a inovação pode transformar resíduos em produtos incríveis.

E a Béhen, com o seu trabalho com tecidos antigos e artesanais, mostra como é possível contar histórias através da moda, aliando tradição e sustentabilidade.

Estas marcas não são apenas negócios; são movimentos que me inspiram e que mostram que é possível fazer moda de uma forma mais ética e amiga do ambiente.

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O Poder da Nossa Escolha: Consumo Consciente e Impacto Positivo

Confesso que, antes de me aprofundar neste tema, não tinha a noção exata do poder que as minhas escolhas de consumo tinham. Achava que era apenas “uma gotinha no oceano”.

Mas, acreditem, cada decisão que tomamos ao comprar uma peça de roupa tem um impacto, seja ele positivo ou negativo. Quando comecei a comprar de forma mais consciente, percebi que não estava apenas a mudar o meu guarda-roupa; estava a votar com a minha carteira, a apoiar as empresas que fazem a diferença e a exigir mais transparência da indústria.

É uma sensação de empoderamento incrível, saber que posso contribuir para um futuro melhor simplesmente ao escolher o que visto. Não se trata de sermos perfeitos, mas de sermos melhores a cada dia.

Identificar o “Greenwashing”: Cuidado com as Falsas Promessas

Com a crescente procura por moda sustentável, infelizmente, tem surgido também o “greenwashing”. Isto é quando as marcas usam a “sustentabilidade” como uma estratégia de marketing, sem que as suas práticas internas reflitam realmente um compromisso ambiental ou social.

Já me senti enganada algumas vezes no passado, confesso! Por isso, aprendi a ser mais cética e a investigar. Perguntem: quais os materiais?

De onde vêm? Quem os fez? Têm certificações?

Marcas transparentes como a ISTO mostram todos os detalhes da sua cadeia de valor. Desconfiem de peças “sustentáveis” muito baratas, pois a sustentabilidade tem um custo.

A verdade é que, para uma peça ser verdadeiramente amiga do ambiente e ética, o preço final reflete isso. A minha dica de ouro é: informem-se, pesquisem e questionem.

É a única forma de evitar cair em falsas promessas e de apoiar as empresas que realmente fazem a diferença.

O Impacto da Indústria Têxtil em Portugal: Um Futuro Mais Verde

A indústria têxtil em Portugal tem uma longa e rica história, e é um setor vital para a nossa economia. É um motivo de orgulho saber que, nos últimos anos, tem havido um compromisso notável com a inovação e a sustentabilidade, com as empresas portuguesas a destacarem-se como líderes na produção têxtil sustentável.

Portugal está a apostar na qualidade, na diversificação e na sustentabilidade, com um foco crescente em processos mais ecológicos e eficientes, e na utilização de fibras naturais e recicladas.

Projectos como o iTechStyle Green Circle e o be@t, liderado pelo CITEVE, promovem produtos têxteis portugueses globalmente, enfatizando a excelência e a sustentabilidade do setor.

É um esforço conjunto que me dá esperança, e que mostra que a nossa indústria está empenhada em construir um futuro mais verde, com menos desperdício e mais responsabilidade.

É um orgulho ver o nosso país a ser um exemplo neste caminho!

Material Sustentável Vantagens Exemplos de Uso
Algodão Orgânico (Certificado GOTS) Cultivo sem pesticidas e menor consumo de água; fibras macias e respiráveis. Camisetas, calças, roupa de cama e toalhas.
Linho Extremamente durável, requer pouca água e pesticidas; tecido fresco e absorvente. Vestidos de verão, camisas, calças e roupa de mesa.
Cânhamo Cresce rapidamente sem muitos recursos; fibras fortes e resistentes, com menor impacto ambiental que o algodão. Jeans, casacos, malas e calçado.
Tencel™ Lyocell Fibra de celulose regenerada de madeira de eucalipto, produzida em circuito fechado com baixo impacto ambiental. Vestidos fluidos, blusas, roupa desportiva e lingerie.
ECONYL® (Nylon Reciclado) Produzido a partir de resíduos de nylon (redes de pesca, plásticos); reduz o lixo e a necessidade de matéria-prima virgem. Fatos de banho, biquínis, roupa desportiva e acessórios.
Pinatex (Fibra de Ananás) Alternativa ao couro, feita a partir de folhas de ananás, um subproduto agrícola. Malas, carteiras, calçado e acessórios.

글을 마치며

Chegamos ao fim da nossa jornada por um guarda-roupa com alma, e que viagem incrível tem sido, não acham? Acreditem, esta transformação vai muito além de escolher um tecido ou uma marca; é uma mudança de mentalidade profunda que impacta a nossa vida de maneiras que nunca imaginámos. Para mim, esta descoberta da moda sustentável foi um verdadeiro ponto de viragem, e espero do fundo do coração que, ao partilhar as minhas experiências, reflexões e até alguns dos meus próprios desafios, consiga acender em vocês essa mesma chama. Lembrem-se que cada peça que vestimos tem uma história para contar – desde a forma como foi feita, por quem, e que impacto teve no nosso planeta. Ao optarmos por escolhas mais conscientes, estamos a construir uma narrativa de respeito, ética e responsabilidade. É um privilégio ver como em Portugal estamos cada vez mais alinhados com esta visão, e eu sinto-me parte de algo maior, uma comunidade que valoriza a qualidade, a durabilidade e a beleza com propósito. Vamos juntos continuar a vestir de forma que nos faça sentir bem, por dentro e por fora, sabendo que estamos a fazer a nossa parte por um futuro mais verde e justo para todos. Este não é o fim, mas sim o início de um estilo de vida mais consciente e gratificante.

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Informações Úteis a Considerar

1. O Poder da Pesquisa Continua: Não se contentem com a primeira impressão. Antes de fazerem uma compra, dediquem um tempo a pesquisar a fundo a marca. Verifiquem se ela tem um site transparente, onde detalha os seus processos de produção, os materiais que utiliza e, crucialmente, as suas certificações. Empresas verdadeiramente sustentáveis têm orgulho em partilhar esta informação, e isso é um indicador de confiança que nos ajuda a tomar decisões informadas e a evitar o “greenwashing”. Um bom ponto de partida é procurar por relatórios de sustentabilidade ou páginas dedicadas à responsabilidade social corporativa.

2. Descodifiquem o “Greenwashing”: Esta é uma armadilha comum! Aquelas ofertas “sustentáveis” com preços que parecem demasiado bons para serem verdade, muitas vezes, escondem práticas que não são assim tão amigas do ambiente. Aprendam a identificar termos vagos como “ecológico” ou “natural” que não são acompanhados de provas ou certificações específicas. Desconfiem de marcas que se focam apenas num aspeto da sustentabilidade (por exemplo, “usamos garrafas recicladas”) sem abordar toda a sua cadeia de valor. Um truque é procurar por informações concretas e auditadas que comprovem o compromisso da marca.

3. Invistam na Qualidade, Não na Quantidade: Esta é talvez a dica mais transformadora para mim. Em vez de comprar muitas peças baratas que se estragam rapidamente, concentrem-se em adquirir menos itens, mas de alta qualidade e que sejam feitos para durar. Pensem nisto como um investimento a longo prazo. Uma peça bem feita, com bons materiais e costuras resistentes, vai acompanhar-vos por anos, poupando-vos dinheiro e reduzindo o desperdício. Peças versáteis que podem ser combinadas de várias formas são a cereja no topo do bolo, maximizando o uso e o valor do vosso guarda-roupa.

4. Explorem o Universo da Segunda Mão e das Trocas: O mercado de segunda mão em Portugal está em plena efervescência, e é uma mina de ouro para quem procura peças únicas e cheias de personalidade, sem o impacto ambiental da produção de algo novo. Além das lojas físicas e online de segunda mão, participem em eventos de troca de roupa – são super divertidos e uma ótima forma de renovar o guarda-roupa de forma económica e ecológica. Pensem nas plataformas como Vinted ou nas feiras locais. É uma forma de dar uma nova vida a roupas que ainda têm muito para oferecer, promovendo a economia circular.

5. O Cuidado é a Chave para a Longevidade: Uma peça de moda sustentável só cumpre o seu propósito se for bem cuidada. Lavem as vossas roupas com amor, usando detergentes ecológicos e a temperaturas mais baixas para poupar energia e proteger as fibras. A secagem natural ao ar livre, especialmente com o nosso sol português, é sempre a melhor opção. Aprendam a fazer pequenos arranjos, como coser um botão ou remendar um pequeno rasgão. Estes pequenos gestos não só prolongam a vida das vossas peças, como também criam uma ligação mais forte com o que vestem, tornando cada peça ainda mais especial.

Importantes Considerações Finais

Para fecharmos esta conversa que tanto me apaixona, quero que levem uma mensagem clara: a moda sustentável não é uma utopia, é uma realidade que está ao nosso alcance e que depende das nossas escolhas diárias. É muito mais do que uma tendência; é um compromisso com o nosso planeta, com as pessoas que produzem as nossas roupas e, acima de tudo, connosco mesmos. Pensem no poder que têm nas vossas mãos – cada euro gasto, cada peça escolhida, cada gesto de cuidado, é um voto num futuro que queremos construir. Portugal, com a sua tradição têxtil e a sua crescente inovação, está a mostrar ao mundo que é possível fazer moda de forma ética e responsável, com um setor cada vez mais empenhado em soluções verdes e circulares. Não precisamos de ser perfeitos da noite para o dia, mas cada pequeno passo conta. Comecem por onde puderem, informem-se, questionem e partilhem o vosso conhecimento. O meu desejo é que estejamos todos, cada vez mais, a vestir com alma, com consciência e com orgulho, contribuindo para uma indústria mais justa, transparente e amiga do ambiente.

Perguntas Frequentes (FAQ) 📖

P: O que é exatamente a “moda limpa” e por que é tão importante falarmos sobre ela aqui em Portugal?

R: Olhem, essa pergunta é ótima e superimportante! A “moda limpa”, que também podem ouvir chamar de moda sustentável ou “slow fashion”, é basicamente um movimento que diz “chega!” à moda rápida e irrefletida.
Lembram-se de quando comprávamos uma peça nova a cada semana, sem pensar muito? Pois é, eu mesma já fui assim! A moda limpa propõe uma forma de vestir mais consciente, onde cada peça tem uma história e um propósito.
Significa escolher roupas feitas de materiais que não agridem o ambiente, como o nosso querido algodão orgânico, o linho ou até tecidos reciclados. Mas não é só isso!
Envolve também ter uma produção ética, com condições de trabalho justas para quem faz as nossas roupas, e transparência em toda a cadeia de valor. Em Portugal, isto é especialmente relevante porque temos uma indústria têxtil com uma tradição enorme e uma qualidade reconhecida mundialmente.
Temos o poder de liderar esta mudança! Quando optamos pela moda limpa, estamos a apoiar o nosso país, a preservar os nossos recursos naturais e a garantir um futuro mais justo para todos.
É um alívio para a consciência saber que a peça que estamos a usar não contribuiu para a poluição ou para exploração, não acham?

P: Quero muito aderir a esta onda, mas como posso começar a construir um guarda-roupa mais sustentável sem esvaziar a carteira, ainda por cima com tantas opções em Portugal?

R: Adoro a vossa proatividade! Começar um guarda-roupa sustentável é mais fácil do que parece e não precisamos de gastar uma fortuna, juro! A primeira dica, e talvez a mais importante, é: comprem menos, mas comprem melhor.
Pensem em peças intemporais, aquelas que nunca saem de moda e que combinam com várias outras coisas que já têm. Eu, por exemplo, comecei por investir em básicos de boa qualidade – uma t-shirt de algodão orgânico, umas calças de ganga que duram anos… O custo inicial pode ser um pouco maior, sim, mas o valor por uso, se dividirmos o preço pelas vezes que a vestimos, compensa muito!
Depois, explorem o universo da segunda mão! Portugal tem excelentes lojas de roupa em segunda mão, feiras da ladra e plataformas online onde encontramos verdadeiros tesouros.
É fascinante dar uma nova vida a uma peça! Eu já encontrei casacos incríveis e superúnicos assim. Outra ideia é fazer trocas de roupa com amigos, organizar um “swap party”.
E claro, não se esqueçam da regra de ouro: arranjem e reutilizem as vossas peças. Um botão solto ou uma pequena bainha podem fazer toda a diferença. O mais sustentável é aquilo que já existe no nosso armário!

P: Podem partilhar algumas marcas portuguesas que estejam realmente comprometidas com a “moda limpa”? Onde é que as encontro?

R: Claro que sim! Tenho acompanhado de perto o crescimento de marcas portuguesas maravilhosas que estão a dar cartas na moda limpa e é um orgulho imenso ver a inovação e o compromisso que existe no nosso país!
Marcas como a Näz, por exemplo, são um caso de sucesso com as suas peças minimalistas, tecidos orgânicos e produção local. A ISTO. é outra que adoro, conhecida pela transparência total nos seus custos e uso de algodão orgânico certificado.
Para quem procura algo mais único, a Buzina cria coleções limitadas com tecidos recuperados de excedentes de fábricas, dando uma nova vida a materiais que seriam descartados.
Se são como eu e adoram sapatos, a Zouri Shoes é espetacular: produzem calçado vegan com plástico recolhido da costa portuguesa! A Marita Moreno também é fantástica, com calçado e acessórios feitos com recursos nacionais e materiais inovadores como o piñatex (fibra de ananás).
Podem encontrar estas marcas principalmente online, nos seus próprios websites, ou em lojas multimarca e concept stores em cidades como Lisboa e Porto que apostam em produtos sustentáveis.
É sempre bom procurar pelas certificações e pela história da marca, para termos a certeza de que não estamos a cair em “greenwashing”, mas sim a apoiar um projeto autêntico.
É gratificante ver o nosso talento nacional a construir um futuro mais verde na moda!

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